Com hastes florais longas e floradas abundantes, o Cymbidium é a orquídea perfeita para quem tem um cantinho fresco em casa. Veja como cultivar e o que a torna diferente das demais.



O Cymbidium é nativo de regiões montanhosas da Ásia — Índia, China, Japão, Nepal, Vietnã, Sri Lanka, Malásia, Filipinas — e de partes da Austrália, geralmente em altitudes elevadas e clima frio a ameno. É um gênero misto: a maioria das espécies é terrestre, mas há também espécies epífitas, que crescem sobre troncos.
Justamente por vir de clima frio de altitude, o Cymbidium tolera — e até precisa de — temperaturas mais baixas que a maioria das orquídeas tropicais, inclusive à noite.
Planta simpodial, com pseudobulbos visíveis e folhas longas, estreitas e arqueadas, que podem chegar a 1 metro dependendo da espécie ou híbrido. As hastes florais são longas e arqueadas, com floradas abundantes: híbridos comuns trazem de 10 a 25 flores por haste, e algumas espécies chegam a 35–60 flores numa única haste. As cores vão do branco ao amarelo, verde, rosa, vinho, marrom, laranja e combinações bicolores — e cada flor dura bastante, entre 4 e 8 semanas.
O essencial para manter a planta saudável e florindo — ajuste sempre pelo clima e pelo ambiente da sua casa.
Claridade indireta e abundante, sem sol direto. Pouca luz é uma das causas mais comuns de planta que não floresce.
O Cymbidium pede mais água que a maioria das orquídeas: 2 vezes por semana quando florido, dia sim dia não quando sem flor. Regue quando o substrato estiver quase seco, sendo mais frequente na primavera/verão e reduzida no inverno.
Dia entre 18–28°C, noite entre 10–15°C. Essa queda noturna de cerca de 8–10°C é o fator mais citado para induzir a floração. Boa ventilação é recomendada.
Umidade moderada, com boa circulação de ar para evitar o excesso de água parada nas folhas e no substrato.
Adubo orgânico (bokashi), aplicado mensalmente — ou adubo específico para orquídeas, evitando excesso de nitrogênio perto da floração.
Você pode ouvir por aí que borrifar água bem gelada nas folhas ajuda a induzir a floração, simulando a queda de temperatura noturna. Não recomendamos essa prática — o que realmente funciona, e que já orientamos aqui, é garantir uma diferença real de temperatura entre o dia e a noite no ambiente onde a planta fica.
Um gênero com muita variedade — aqui estão algumas das espécies e variedades mais conhecidas.
Muito cultivado na China, folhagem fina e perfume delicado.
Porte mais compacto — floresce na primavera, fugindo do padrão outono/inverno.
Folhas grossas e rígidas, flores com listras em tom bordô sobre fundo creme.
Flores laranja a vinho, com até 10 por haste.
Pode chegar a 35 flores numa única haste — ainda raro no cultivo brasileiro.
Linhas como “Sarah Jean”, desenvolvidas para floradas mais abundantes e cores variadas.
Usar substrato feito só de casca de pinus — compacta e prejudica a drenagem e a aeração das raízes.
Exagerar no adubo, principalmente em nitrogênio, perto da época de floração.
Trocar a planta de lugar com frequência — o Cymbidium demora a se adaptar a um novo ambiente, o que pode comprometer a florada.
Não oferecer diferença de temperatura entre dia e noite, o que resulta em planta saudável, mas que não floresce.
Regar de menos, tratando-o como uma orquídea tropical comum — na verdade, ele exige mais água que a média do gênero.
Recomendamos replantar a cada 2 a 3 anos, preferencialmente logo após o fim da floração ou no início da primavera, removendo cerca de 30% das raízes velhas antes de recolocar a planta em um vaso novo, de formato mais cônico e com boa camada de drenagem.
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